Publicado por: Hannah Andrade | fevereiro 13, 2010

Carta 4

Esta é só mais uma carta como todas as outras que eu escrevo e mando. Paro para pensar sobre a vida e percebo que não consigo. Penso apenas em você, você e você. E nada nunca vai ser como eu queria que fosse, mas é incrível o dom que tenho para não querer me convencer disso. Ou talvez até chego a me convencer, mas por um único momento. No instante seguinte, encho a mente de ilusões.

“Logo te quis. Logo não pude ter. E fui me forçando a aceitar isso. Fui insistindo em cultivar nossa amizade. Acreditando que sua felicidade seria também a minha felicidade. No entanto, é uma dor que dói no peito.”, como disse anteriormente e digo e repito dia a dia para mim à frente do espelho.

Agora a vida parece estar mudando. Alguém que eu nunca percebi parece ter aparecido aqui ao meu lado. Estar querendo de mim o que você não quis me dar. Dar aquele tal passo a mais numa amizade. Uma pena que vivamos no mesmo universo mas em mundos totalmente distintos.

Você caminha cercada pela sua bolha e eu pela minha. Dois corpos no mesmo universo, no mesmo intervalo de tempo, em mundos diferentes. Sonhos tão estranhos. São obras divididas. Partes diferentes de um mesmo álbum. Cartas distintas dentro de um relicário.

Somos como flores em água. Vamos murchar até morrermos. Em vasos distantes um do outro.

Pelo menos é assim que eu vejo.

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