Publicado por: Hannah Andrade | janeiro 6, 2010

Carta 1

Sinto muito se você não é para mim o que você queria ser, minha querida. O mundo dá tantas voltas quanto uma fita daquelas usadas nas apresentações de ginástica rítmica. Do que outrora foi um bom momento, hoje sobram apenas alguns cacos; as lembranças eu fiz questão de jogar no fundo de um poço e os sentimentos todos apagados.

Passei uma borracha sobre tudo o que pudesse vir a me lembrar você, enganei meus sentidos erguendo uma prisão em meu próprio coração. Dói em mim saber que um dia fomos algo que hoje não somos mais, e talvez nunca mais venhamos a ser.

O tom preto da noite escura entra pela minha janela, cobre meu papel e minha tinta, estas linhas já não são mais uma carta, são meu próprio interior gritando de frio. Queria poder te trazer de volta, reconstruir o que um dia foi inteiro, no entanto, meu coração é algo sujo que tenta insistentemente ser puro.

Rezo pelo dia que voltarei atrás e reconhecerei todos os meus erros, e rogo para que você me perdoe, minha querida.

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